Um Olhar
Olho o espelho,
Vejo o contorno dos olhos baços,
De castanho escuro, sem brilho.
Contemplo o olhar entristecido,
Sem sonho e sem esperança.
Vejo cada risco cravado na cor,
Punhal espetado sem dor,
Que a natureza lá colocou.
Olhar esbatido pela vida,
Do ser nómada,
Sem destino, procura a felicidade,
Sem pudor que se lança.
Numa aventura sem fim.
O olhar fecha-se
Corre uma gota salgada,
Pela face contornando toda a periferia
Do gesto entristecido.
Caminho contorcido,
Como lábios esperançados,
Por esboçarem um sorriso radiante.
Renasce o olhar brilhante,
Reluzente e cintilante
Pronto para se aventurar
Pela vida fora...
Recordando o outrora
A vida douradora
Num luar emergente.
16.08.2011
Etiquetas: Karl Steinberg
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